terça-feira, 20 de julho de 2010

Portfolio de Gravuras - Atelier de Artes Visuais III




Monotipia - Tigre


Monotipia - rios amazonicos
Monotipia - sem titulo
Colagraf - sem titulo
Colagraf - sem titulo
Pesquisa de impressão - Abacaxi
Pesquisa de impressão - sem titulo



Na Disciplina Atelier de Artes Visuais 3 estudamos Gravura, durante oito semanas aprendemos diversas técnicas que não conhecíamos. Na primeira semana fizemos à pesquisa de impressão que, tinha como finalidade encontrar objetos de nosso dia-a-dia que pudessem ser entintados na almofado do carimbo ou com tinta guache. Não tive nenhuma dificuldade para executar a tarefa, sendo que esta foi muito prazerosa, pois cada resultado obtido me estimulava a imprimir mais objetos, com isso fiz sete impressões com brinquedos de encaixar, mordedores, cabo de escova de dente, chave, fundo de embalagem seco de remédio e as almofada para carimbo nas cores azul e vermelho.
Na segunda semana estudemos os métodos aditivos e positivos da técnica monotipia. Nessa técnica a dificuldade foi de encontrar a tinta gráfica, pois na minha cidade não existe e, tivemos que comprar na capital do estado. Penso que seja uma técnica interessante que pode ser usar em todas as series. Entretanto a dificuldade seria a tinta, já que não temos na cidade.
Na terceira semana fiz as matrizes da colagraf que é uma técnica bem simples. Fiz duas matrizes, na primeira colei o barbante no papelão Paraná nas dimensões 20 x 15 cm. fazendo um desenho, depois passei o verniz e esperei secar. Na segunda matriz solei papel higiênico amassado no papelão Paraná e depois passei o verniz e esperei secar. No dia seguinte fiz a impressão com papel A4 e tinta gráfica.
Já na terceira e quarta semana foi à xilogravura. Para fazer a xilogravura foi usado pedaço de cedro medido 20 x 15 cm e para o encavo goivas e facas na impressão, como a prensa ainda não tinha chegado usamos colher de pau, tinta gráfica e papel A4. Para essa técnica vejo muitas, alternativas que podem ser aplicadas na sala de aula, pois acredito que nas primeiras series ficará inviável fazer com madeira e goivas, pode ser substituído por embalagem para frios e ponta de lápis para fazer o encavo.
Para a quinta e sexta semana confeccionamos a técnica da ponta-seca que em minha opinião a mais difícil de fazer. Para a matriz usamos uma chapa de alumínio e ponta-seca um prego adaptado a um cabo de madeira. Minha primeira experiência não deu certo, porque as perfurações na chapa não foram profundas a ponto da tinta penetrar de forma que as linhas ficassem bem vivíveis depois da impressão. Mas, na segunda consegui perfurar mais profundamente e meu desenho ficou bem visível. A presença da tutora foi importante para nos esclarecer algumas duvidas sobre a técnica.
Assim, posso dizer que conhecer estas técnicas foi muito importante para aperfeiçoarmos nossa compreensão e nosso fazer artístico.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Resenha do Filme o Quarto Poder e o Documentário Muito Além do Cidadão Kane

O tema do filme e o sensacionalismo. Um jornalista que tinha perdido sua credibilidade foi fazer uma reportagem em um museu de historia natural por acaso no final da reportagem presencia um ex-funcionário do museu armado e muito confuso, desesperado tentando convencer seu ex-chefe a lhe aceitar novamente no emprego. O jornalista viu ai a oportunidade de se promover entrou em rede nacional e acabou por ser o foco das atenções. O ex-funcionário era uma pessoa boa mais no desespero de ter seu emprego de volta e com a manipulação do jornalista e da mídia acabou virando seqüestrado e assassino muito perigoso. No final do filme o ex-funcionário acaba se suicidado o que na verdade foi a mídia que fez tudo isso.

Já no documentário Muito Além do Cidadão Kane – proibido no Brasil desde seu lançamento. Conta a historia da televisão brasileira desde sua primeira emissora a extinta tv tupi, com ênfase no Empresário Roberto Marinho ex-presidente da Rede Globo e sua parceria ilegal com o grupo americano Time Warner (naquela época, Time-Life), algumas práticas de manipulação da emissora de Marinho (incluindo o auxílio dado à tentativa de fraude nas eleições fluminenses de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa do movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício como um evento de comemoração ao aniversário de São Paulo, e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luís Inácio Lula da Silva), além de uma controversa negociação envolvendo ações da NEC Corporation e contratos governamentais à época em que José Sarney era presidente da República. Critica o programa da Xuxa e ataques no SBT com o programa apelativo “Porta da Esperança”. Com depoimento de pessoas com Chico Buarte e Leonel Bizola e uma referencia ao povo brasileiro

Tanto o filme o Quarto Poder quanto o documentário Muito Além do Cidadão Kane são exemplos da manipulação da opinião publica não revelando a verdade e maquiando as noticias para obter a todo custo suas vontades ou tirar proveito da situação. A televisão e um meio de comunicação muito poderoso pode muitas vezes ajudar e em outros casos atrapalhar, temos que saber filtrar os conteúdos e as noticias que aparecem nela, pois nem tudo e verdade. Outro aspecto da televisão e o sensacionalismo fazem tudo para ter audiência nem que seja explorando as desgraças alheias.

Meu blog: http://antoniaragao.blogspot.com/

Referência:

http://br.geocities.com/portalsagas5/filmes/m.HTM

http://pt.wikipedia.org/wiki/Beyond_Citizen_Kane

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Arte Denúncia - Sebastião Salgado

Sebastião Salgado
Etiópia, 1985

Sebastião Salgado
Nômades Atravessam o leito seco do lago Faguibina no Mali
1985

Galeria Virtual

Texto de Abertura

A exposição desta Galeria de Arte tem como tema a Denuncia Social e as obras que constituem o seu acervo são algumas das mais belas fotografias de Sebastião Salgado. O objetivo desta exposição é protestar contra as injustiças sociais que estão presentes em todas as sociedades deste planeta, e também demonstrar como a arte pode ser um poderoso veiculo de denuncia e manifestação. É importante que se diga que são inúmeros os trabalhos de diversos artistas, nacionais e internacionais, que abordam este tema, contudo, foram escolhidas as fotografias de Sebastião Salgado por acreditar-se que as imagens nas cores pretas e brancas, combinando perfeitamente com a pobreza e miséria nelas descritas provocam um impacto visual bastante contundente. Assim é impossível alguém com o mínimo de sensibilidade ficar indiferente diante destes retratos que desvendam de forma tão real, o estado caótico destas vitimas das guerras, principalmente no caso das crianças, pois sabemos que elas são as que sofrem com as doenças, a desnutrição, as guerras e as longas jornadas percorridas pelos desertos em busca de refugio. Contudo o objetivo ao expor as fotografias de Salgado não é apenas comover os expectadores, mas é também leva-los a refletir sobre a dimensão do sofrimento, da vergonha e da humilhação que vivenciam os milhões de pessoas nestes lugares onde a miséria, as doenças e a fome fazem parte de seu contexto social. Quero que ao observarem estas imagens os sentimentos das pessoas não sejam apenas horror e pena destas crianças que vivem sem as menores perspectivas de vida, sem esperança de um futuro melhor com saúde, educação, moradia e uma infância feliz como as crianças de outros lugares do mundo, mas que elas possam perceber que não se trata apenas de um estado de pobreza como outro qualquer, mas de uma situação vegetativa, onde a vida humana não possui o mínimo valor.Partindo desta reflexão venham a mudar sua atitude em relação aos problemas sociais e não sejam expectadores passivos, mas que analisem por alguns instantes como seria viver de forma tão vil e sintam na pela o sofrimento de uma mulher que ao ver seu filho desnutrido e fraco, não medi sacrifícios para tentar prolongar-lhe a vida, utilizando o único alimento que dispõem, o próprio leite materno, embora seu corpo também se encontre debilitado. Que pensem como seria olhar para o rosto de uma criança que tem estampadas em seus rostos e em seus corpos todas as marcas da miséria e caminha solitário por um imenso e árido deserto. Seu olhar vago traduz um sofrimento resignado, sereno e por ser constante não produz mais um desespero iminente. O que me faz propor uma exposição com este tema e com estas imagens é o desejo de tornar mais conhecido o belo trabalho do fotografo Sebastião Salgado, que ao fazer uma viagem para á África e conhecer as miséria, que afligem milhares de pessoas, passou a dedicar-se integralmente a fazer registros que denunciassem as injustiças sociais. Acredito que suas imagens são completas sendo dessa forma suficientes para a ilustrarem o tema aqui abordado. Deste modo tenho a plena certeza de que esta exposição será mais um forma de Denuncia Social.

As imagens foram retiradas dos sites:

www.terra.com.br

www.unicef.org




Sebastião Salgado
Deserto
Tigre, 1985


Sebastião Salgado
Mulher Amamentando
Tigre, 1985

Sebastião Salgado
Mali
1985

Sebastião Salgado
Manila Philippine
1999

Sebastião Salgado
Deserto
Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado
Africa

Sebastião Salgado
Coal Industry Workers
India, 1994

Sebastião Salgado
Centro para orfão das tribos do Sul de Bihar
India, 1997

Sebastião Salgado
Meninas Circucidadas
Somalia, 2001

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

Sebastião Salgado
Sebastião Salgado
Criança Deslocada que se perdeu de sua familia, em Mopeia
Provincia de Zambeze
Moçambique, 1994

Sebastião Salgado
Filha de sem-terra num acampamento em Barra da Onça.
Sergipe, Brasil, 1996

Sebastião Salgado
Campo de Refugiados Bósnios
Cróacia
1994

Sebastião Salgado
Campo de Refugiados tutsis que acabaram de retornar a seu país.
1995